Barão de Tamandaré

Considerado uma das personalidades mais destacadas da história militar brasileira e consagrado como patrono da Marinha do Brasil, o Barão de Tamandaré nasceu no dia 13 de dezembro de 1807, na vila de Rio Grande, na Capitania do Rio Grande de São Pedro, atual Estado do Rio Grande do Sul. Com o nome de batismo de Joaquim Marques Lisboa, desde a sua infância, nosso vulto sempre teve sua vida relacionada ao mar. Aos 16 anos, embarcou como praticante de piloto, na fragata Niterói, do comandante John Taylor. Seguiu para a Bahia, onde recebeu seu batismo de fogo no primeiro combate naval (1823). O jovem Joaquim seguiu na esquadra que iria para Pernambuco, reprimir a Confederação do Equador - revolução datada de 1824.

Nosso vulto participou da vida da corte. Serviu no paço como veador (cargo honorífico) da imperatriz Teresa Cristina. Em 1859, acompanhou o casal imperial ao norte do Brasil. Passando em Pernambuco, pediu ao imperador para trazer os restos mortais de seu irmão, Manuel Marques Lisboa Pitanga, morto na Confederação do Equador, em 1824. Os despojos estavam sepultados no cemitério do pequeno porto pernambucano de Tamandaré. Pelo gesto, o imperador, resolveu fazê-lo barão no ano seguinte, dando o título de Barão de Tamandaré. Ajudante-de-campo do imperador em 1864, foi nomeado comandante-chefe das forças navais durante a intervenção brasileira contra Aguirre, presidente do Uruguai (1864-1865). Em 1865, foi elevado a visconde e recebeu o comando das forças navais brasileiras, argentinas e uruguaias aliadas. Em dezembro de 1866, entregou o comando da esquadra ao visconde de lnhaúma. Em 1887, foi elevado a marquês.

O marquês de Tamandaré morreu de uma crise cardíaca pouco antes de completar 90 anos. Foi enterrado sem honras militares, como tinha determinado. Seus restos mortais repousam na base do monumento construído em sua honra na praia de Botafogo, no Rio de Janeiro.

 

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